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sábado, 27 de agosto de 2011

Sofrimento é bom?!

Muitas vezes nas ciências humanas, em específico, na psicologia encontram-se argumentos que acabam por esconder as falhas de uma determinada linha ou escola de pensamento.Alguns exemplos, referentes ao mentalismo são constantemente debatidos, como a pseudoexplicação de buscar causas de fenômenos nas suas partes constituídas.Causas são necessariamente diferentes de seus efeitos.Esse texto tentará expor uma falácia comum dentro da psicologia, mas antes, segue um vídeo sobre economia, mas que serve como início para a discussão sobre um determinado tipo de lógica:
A Falácia da Janela Quebrada





Guerra e destruição podem ser boas para o mundo ?
O vídeo fala sobre a falácia da janela quebrada, proposta para explicar como algumas coisas em economia são exatamente o que parecem.Ela se refere a uma história que serve de ilustração do por que destruição não é boa, mesmo que pareça ser por, aparentemente, movimentar mais a economia.Uma falácia semelhante ocorre no campo de experiências do organismo.Costuma-se , vez por outra, ouvir que determinadas experiências são boas por que, mesmo sendo incômodas, aversivas, servem para o aprendizado do indivíduo.Essa é uma versão da falácia da janela quebrada na psicologia, pois ao errar e passar por sofrimento, o indivíduo perde um tempo de sua vida, que poderia usar vivendo outras experiências mais prazeirosas, para ter que lidar com um problema ou angústia.Um aluno que sofre por ter dificuldades para aprender um determinado assunto, não vive uma situação melhor do que se ele já tivesse aprendido.Muito embora aprender possa ser algo bom, ele só é na medida que elimina ou diminui um problema, ou ganha algum benefício com o aprendizado.Neste caso o aprendizado leva o indivíduo de uma situação pior para uma melhor.

Além do tempo gasto para superar problemas comportamentais,que é algo muito importante , visto que esses problemas podem durar uma grande parte da vida do indivído, também há o problema de que nem sempre é necessário passar pelo sofrimento para aprender algo que o supere.Muitas vezes aprendemos com a vida a fim de evitar sofrimentos ou de nos adiantar diante de certos fenômenos. Ao vermos alguém tendo dificuldades com uma situação, por exemplo, uma prova de concurso, podemos estudar antecipadamente a fim de que não passemos por tanta dificuldade ao fazer o concurso.

Os problemas podem ser mais simples do que parecem.A destruição ,sofrimento e dificuldades não são bons por permitirem uma movimentação da economia ou aprendizagem, pois bom seria viver sem essas dificuldades.

6 comentários:

  1. Não sei se entendi plenamente a intenção do seu post, mas pareceuser refutar a idéia de que o sofrimento pode nos acrescentar algo de bom, né?

    "Muito embora aprender possa ser algo bom, ele só é na medida que elimina ou diminui um problema, ou ganha algum benefício com o aprendizado.Neste caso o aprendizado leva o indivíduo de uma situação pior para uma melhor."

    Nesse caso acho que vc mesmo ofereceu uma boa resposta, acima destacada. Isto é, o sofrimento é uma coisa ruim, mas ele pode permitir que o indivíduo supere obstáculos. No entanto, claro que seria infinitamente melhor se eles não existissem. Mas isso é algo que está fora de cogitação. Nenhuma vida é desprovida de infortúnios, então acho que, ao contrário, a falácia está em achar que aprender algo com o sofrimento possa ser uma falácia entende? rs

    Temos, inevitavelmente, duas opções na vida: ou usamos o sofrimento - que virá de uma forma ou outra - e tiramoss alguma lição para que ele não retorne ou continuamos sofrendo simplesmente e nos lamentando.

    Argumentei na linha certa? rs

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  2. A proposta foi apresentar como lógica de um argumento econômico que é entendido como a falácia da janela quebrada(Por exemplo, algumas pessoas pensam que a guerra é positiva para a economia, pois o investimento na reconstrução movimentaria a economia), pode ser encontrada no campo da psicologia também.

    Concordo que não se pode viver uma vida sem infortúnios, mas isso não quer dizer que voce não possa evitar alguns deles. Um ponto é que não poder evitar infortúnios não implica que estes se tornem bons ou que haja necessariamente algo de bom neles.

    O que há de bom está na superação dos infortunios, na eliminação dos mesmos.O sofrimento não permite que o indivíduo supere os obstáculos, ele é o próprio obstáculo. O que eu aponto é que um sofrimento, em si mesmo, não implica em melhora da vida. O aprendizado por outro lado, que pode vir com ou sem sofrimento, é que pode levar a uma melhora da vida.

    Só tentei ilustrar como é fácil cair em um pensamento de aceitação e passividade em relação ao sofrimento a partir de um pensamento que considero falho. Esse parece ser o caso da psicanálise em alguns momentos, principalmente quando não consegue aliviar o sofrimento de pacientes.

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  3. "A proposta foi apresentar como lógica de um argumento econômico que é entendido como a falácia da janela quebrada(Por exemplo, algumas pessoas pensam que a guerra é positiva para a economia, pois o investimento na reconstrução movimentaria a economia), pode ser encontrada no campo da psicologia também. "

    Entendi...bom, mas a economia de fato é aquecida com a guerra, não? Quer dizer, não sei se nas guerras modernas, ou em especial nas guerras mundiais foi muito no final das contas, afinal, a destruição que ela gera também é considerável.

    Mas acho que existe um erro em comparar essa situação com o sofrimento. A guerra não é algo que existirá de uma forma ou outra, não é uma consequência inevitável, pode ser somente algo bem difícil, pois a violência em geral é algo que faz parte do repertório dos primatas e tal. O sofrimento, por outro lado, é inevitável. No máximo o que podemos fazer é implementar técnicas e posturas diante dos acontecimentos que diminuam nosso sofrimento ou que tornem esse sofrimento menos em termos temporais mesmo. Nesse sentido, acho que tomar a atitude de aprender com os erros e com o sofrimento gerado em decorrência deles (apesar de nem sempre o sofrimento ser causado por nós mesmos)é uma atitude bastante positiva. Se não podemos evitá-lo de forma geral, aprendamos a evitá-lo ou tiremos lições dele.

    "mas isso não quer dizer que voce não possa evitar alguns deles. Um ponto é que não poder evitar infortúnios não implica que estes se tornem bons ou que haja necessariamente algo de bom neles."

    COncordo...sofrimento não é bom...se fosse bom não precisaríamos evitá-lo...mas é o que um mestre de kung fu falava a seus discípulos, na entrevista que li com um deles na NatGeo: temos de aprender a transformar o amargo em doce...apesar de o amargo ser sempre amargo.
    Foi mais ou menos isso...rs

    "O que há de bom está na superação dos infortunios, na eliminação dos mesmos.O sofrimento não permite que o indivíduo supere os obstáculos, ele é o próprio obstáculo."

    Concordo plenamente :D

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  4. Sobre a economia ser aquecida ou não com a guerra,acho que é preciso uma visão um pouco mais ampla da questão. talvez aparentemente alguém pode pensar que a economia seria beneficiada por uma guerra, por que gera empregos e etc, o problema é que se gera empregos para coisas improdutivas, as pessoas entram na vida militar, mas saem do campo e das indústrias, todo mundo tem dinheiro no bolso e está empregado, porém não tem produtos mínimos que gostariam de comprar. Só tomar como exemplo o que acontece com alguns países quando entram em guerra, que sofrem de escassez de comida.

    Além da falta de produtividade em certas áreas, ainda ocorre a destruição mútua de países envolvidos.É difícil acreditar que um processo que leva a destruição de partes do seu país e subtilização de parte da produção, no sentido amplo, pode ser algo positivo para a economia.

    Não sei se a guerra é algo que se pode evitar até o fim da história da humanidade.Pensando de forma mais geral, é difícil pensar que algum dia a humanidade não terá nenhuma violência física, incluindo além das típicas guerras, guerrilhas, guerra civil, conflito entre criminosos e policiais, assassinatos etc. Além disso, não acho que mesmo se fosse possível que as guerras não existissem, que a analogia seria inadequada. Algo não se torna bom, só por que é inevitável, mas entendi o que quer dizer. Só acho que o que é bom é o aprendizado e não o sofrimento em si, pois o aprendizado pode ocorrer com ou sem o sofrimento.

    abraços

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  5. É verdade...por isso coloquei meio em dúvida o argumento também. Mas um caso icônico é o dos EUA na Segunda Guerra, que saiu dela ileso e teve um boom na economia por não ter sofrido quase nada de mal.

    "Algo não se torna bom, só por que é inevitável, mas entendi o que quer dizer. Só acho que o que é bom é o aprendizado e não o sofrimento em si, pois o aprendizado pode ocorrer com ou sem o sofrimento."

    Então...exatamente...mas o que eu quis dizer é que já que uma coisa é inevitável, que depende muito pouco de nós, o que nos resta é tentar aprender com tal coisa do que ficar simplesmente se lamentando, entende?

    Abraço!

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  6. Entendi o que voce quis dizer e concordo.

    abraços

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